A ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL E A OFICIALIZAÇÃO DOS USOS E COSTUMES COMO PRESERVAÇÃO DE SUA IDENTIDADE

  • Prof. Ms. Roberto Reis
Palavras-chave: Pentecostalismo, Assembleia de Deus, Usos e Costumes, Campo Religioso Brasileiro

Resumo

A Assembleia de Deus é, sem sombra de dúvida, a maior igreja pentecostal do Brasil. A história dessa denominação, já agora centenária e longe (muito longe!) dos holofotes dos que vaticinavam sua desintegração embrionária, tem fascinado e desafiado os estudiosos e pesquisadores de diversas áreas do saber científico – Ciências da Religião, Teologia, Educação, História, Sociologia, Psicologia, entre outros – espalhados por universidades, centros-universitários e faculdades em diversas partes do Mundo. Tendo isso em mente, e consciente do desafio que é estudar uma denominação pentecostal desse porte e, acima de tudo, tão sui generis em sua natureza e expressão, o presente artigo propõe fazer um singelo levantamento histórico do surgimento da Assembleia de Deus no Brasil, começando, a toda evidência, com a abertura dos portos brasileiros às nações amigas, em 1810, a chegada dos primeiros protestantes e a consequente quebra da hegemonia católico-romana sobre o cenário religioso pátrio, bem como a ampliação e diversificação do seu campo religioso que, a partir de 1910 e 1911, com a chegada dos primeiros pentecostais, tornou-se amplamente difuso. É nesse cenário amplamente efervescente que a Assembleia de Deus fincou suas raízes, construiu sua história e delineou sua identidade denominacional pautada na rígida ética dos Usos e Costumes. A rigor, muita coisa mudou na Assembleia de Deus que, resguardando a todo custo tal identidade por meio da oficialização dos Usos e Costumes, transformou e foi transformada pela convivência e trato naturais com os demais atores desse mesmo campo religioso ainda mais difuso.

Publicado
2020-06-02
Seção
Artigos